Pacientes da Unidade de Longa Permanência e tipos de deficiências
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Tipos de deficiências dos pacientes da Unidade de Longa Permanência


Destaque de outubro, 2018
 

As Casas André Luiz prestam atendimento especializado e gratuito para a melhoria na qualidade de vida das pessoas com deficiências. Com 70 mil metros quadrados, a Unidade de Longa Permanência (ULP) está localizada em Guarulhos (SP), onde residem cerca de 600 pacientes com diversos tipos de deficiências.

Pacientes por tipos de deficiências

Deficiência intelectual leve

É caracterizada por limitações discretas relacionada à aprendizagem e à capacidade de comunicação, que demoram a ser desenvolvidas. Esse grau de deficiência intelectual pode ser identificado por meio de teste de inteligência, cujo quociente intelectual (QI) é entre 52 e 68.

Gisele Aparecida Martins, possui deficiência intelectual leve, tem 48 anos e foi internada nas Casas André Luiz aos 2 anos de idade.

Trabalha no Serviço Social, executando a tarefa de entregar documentos pela Instituição. Ela costumava ter dificuldades de convivência em grupo, mas graças ao atendimento psicológico que recebeu, hoje convive muito bem em ambientes onde há interação social. Na Fonoaudiologia, ela trabalha a disfagia e o treino via oral com exercícios miofuncionais. Gisele tem se destacado muito na prática da bocha adaptada, esse esporte ajudou a ampliar os movimentos de seus membros superiores.


Deficiência intelectual moderada

Nessa classificação se encaixa quem consegue ter hábitos de autonomia social e pessoal, porém com mais dificuldades do que os pacientes com deficiência leve. Podem apresentar dificuldades para se expressar oralmente, mas conseguem aprender a se comunicar pela linguagem verbal. O desenvolvimento motor é regular e têm capacidade para adquirir alguns conhecimentos tecnológicos.

Irineu da Costa, possui deficiência intelectual moderada e paraplegia. Tem 44 anos e foi internado em 1983, aos 9 anos de idade.

Na Terapia Ocupacional, ele pinta quadros em madeira e em telas, além de capas de cadernos, coloca espirais e faz todo tipo de acabamento utilizando apenas os pés. Na Fonoaudiologia, trabalha o aumento do repertório linguístico, enquanto na Educação Física faz exercícios para desenvolver os membros superiores para que possa ter uma boa locomoção na cadeira de rodas e ser o mais independente possível. Irineu também passa por atendimentos na Psicologia uma vez por semana.


Deficiência intelectual grave

Classificação na qual se encaixam pessoas que precisam de maior atenção porque sua autonomia pessoal e social é bastante rasa. Por apresentarem problemas psicomotores significativos, realizam poucas atividades básicas do cotidiano e sua aprendizagens em pré-tecnológicas é bem simples.

Douglas da Silveira, possui deficiência intelectual grave, nascido em 1976, chegou às Casas André Luiz aos 12 anos de idade.

Tem disfagia em grau leve, tem forte recusa alimentar e diagnóstico nutricional de baixo peso, necessitando de suplementação calórica para equilibrar sua condição nutricional. Não se comunica verbalmente e não gosta muito de contato físico. Tem acompanhamento da equipe de Fonoaudiologia para o gerenciamento de evolução da disfagia. Na Educação Física realiza caminhada para estimular a autonomia e também como forma de deslocamento humano básico para realizar as atividades cotidianas.

Eventualmente utiliza capacete adaptado por conta de autoagressão, gerada por alguma insatisfação, mas isso não impede que realize saídas em grupo para parques, zoológico e outros locais públicos.


Deficiência intelectual profunda

É caracterizada por pessoas que apresentam um sério comprometimento no desempenho das funções básicas. Têm muita dificuldade de comunicação com o meio, assim como sensório-motores. Dificilmente têm autonomia para responder a treinos simples de autoajuda, ou para deslocamentos.

Wellington Lima Santos, possui deficiência intelectual profunda, tetraplegia espástica e paralisia cerebral infantil, tem 31 anos e foi internado em 2008.

Na Terapia Ocupacional, produz bijuterias, capas caderno, tapetes, cartões artesanais, porta-treco, pinturas em madeira e quadros. Wellington passa por atendimento psicológico uma vez por semana e na Fonoaudiologia busca aprimorar a ampliação de seu repertório linguístico. Por apresentar baixa coordenação dos membros superiores, Wellington trabalha na Educação Física a melhora da coordenação motora para poder continuar praticando a bocha. Ele também faz parte da Cia de Dança.


Variação normal da inteligência

É um valor obtido por meio de testes desenvolvidos para avaliar as capacidades cognitivas de um sujeito. É a expressão do nível de habilidade de um indivíduo num determinado momento em relação ao padrão (ou normas) comum à sua faixa etária, considerando que a inteligência de um indivíduo, em qualquer momento, é o “produto” final de uma complexa sequência de interações entre fatores sócio-ambientais, biológicos e hereditários.

* QI (quoeficiente de inteligência ) 90 – 109: Inteligência normal (ou média)

Edite do Nascimento de Oliveira, possui variação normal de inteligência e deficiência auditiva. Nasceu em 1969 e chegou na Instituição com 5 anos.

Bastante independente, ela trabalha há dois anos na Creche da Instituição que atende filhos de colaboradoras, auxiliando em sala de aula. A escolha desse trabalho foi feita pela própria Edite que ama o contato com as crianças e manifestou sua vontade de executar atividade ao lado delas. Apesar da deficiência auditiva, tem ótima compreensão. Para se comunicar faz uso de leitura labial, se expressa com gestos e faz a vocalização de algumas palavras.

Na Fonoaudiologia faz atendimentos de linguagem para aumentar seu repertório linguístico. Adepta de esportes, é torcedora do Corinthians e tem habilidade motora para realizar qualquer atividade física. Já jogou basquete, participou este ano do lançamento de peso adaptado dos Jogos Adaptados de Guarulhos (JAG) e faz parte da Cia de Dança.


Deficiência intelectual não especificada

Termo presente no Manual do Código Internacional de Doenças. O diagnóstico de deficiência intelectual se faz com pacientes em idade inferior a 18 anos. Nessa classificação são aplicados testes para adequar os CID’s:

F790 – menção de ausência ou de comprometimento mínimo do comportamento

F791 – comprometimento significativo do comportamento, requerendo vigilância ou tratamento

F798 – outros comprometimentos do comportamento

F799 – sem menção de comprometimento do comportamento

Daniela Lima Dias, possui deficiência intelectual não especificada, nasceu em 1989 e foi internada na Instituição aos 22 anos

Ela já foi bastante independente, hoje se encontra mais limitada, devido quadro de agitação. Nas terapias são trabalhadas de forma criteriosa algumas questões para atenuar essa situação. Na Terapia Ocupacional, seu atendimento é individual e são realizadas atividades com o objetivo de aceitação de regras e limites, socialização, interesse. Na Educação Física realiza atividades na piscina como mergulho, flutuação, deslocamento e interação com objetos.

Semanalmente tem atendimento em grupo na Psicologia, com o foco na socialização, através de atividades lúdicas, visando ampliar as relações sociais e ambientais e ainda aumentar seu repertório comportamental.

Publicado em: 10/10/18

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